segunda-feira, 29 de maio de 2017

Arquivo Histórico FOpEsp nº 2: 1º BIS Amv na "Operação Amazônia" (2014)

Texto e arte elaborados por Anderson Subtil*.

1º Batalhão de Infantaria de Selva Aeromóvel  (1º BIS Amv)

Componente da 1ª Brigada de Infantaria de Selva e integrante da Força de Reação Rápida do Exército Brasileiro (EB), o 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS Amv) foi criado em 1969 e constitui o principal elemento de manobra do Comando Militar da Amazônia (CMA), estando perfeitamente adestrado tanto para operações helitransportadas quanto para assaltos ribeirinhos. Pelo nível de preparação, equipamentos empregados, e capacidade de operar com grande mobilidade, seu efetivo pode ser considerado como a elite das forças de selva brasileiras. O Batalhão destacou-se, sobretudo, por diversas campanhas militares conduzidas nas regiões do médio e baixo Amazonas, promovendo ações de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) em áreas de fronteira com países amigos.

Soldado do 1º BIS Amv  empregado durante a ação militar de treinamento integrado, denominada "Operação Amazônia", levada a efeito em 2014. (Ilustração: Anderson Subtil, para a seção "Arquivo Histórico FOpEsp").

O soldado ilustrado aqui, claramente de origem indígena, veste o uniforme de combate e serviço padrão do EB. Em uma das mangas, traz uma reprodução da Bandeira Nacional, enquanto na outra está visível um distintivo circular com a Cruz Vermelha, denotando sua especialidade de enfermeiros. No entanto, o elemento mais característico da indumentária é o chamado "Chapéu Bandeirantes", próprio da infantaria de selva. Os coturnos são do tipo específico para ambientes tropicais, e seu equipamento de Combate se baseia na versão nacional do ALICE (All-Purpose Lightweight Individual Carrying Equipment) norte-americano. A mochila é a mesma adotada por outras unidades do EB. O armamento principal é o fuzil de assalto IMBEL IA2, no qual está fixada uma face baioneta AMZ, especialmente desenvolvida para tropas de selva, complementado por uma pistola Taurus PT-92 e pelo indispensável facão de mato.  

Materiais utilizados na confecção da ilustração: Papel duplex, lapiseira número 0,5, lapiseira número 2, esfuminho e caneta Stadler. O fundo camuflado e as respectivas insígnias foram incorporados ao desenho por Computação Gráfica (tratamento em Photoshop e CorelDRAW).


* Anderson Subtil é natural de Curitiba-PR, onde estudou na Escola de Música e Belas-artes do Paraná. Trabalha como Artista Gráfico, Arte Finalista e Produtor Gráfico, tanto no mercado editorial quanto na indústria gráfica. Atua, paralelamente, como pesquisador autodidata de assuntos militares e de Defesa, com especial interesse na história da Segunda Guerra Mundial, tropas de relevância histórica e unidades especiais. Compõe o grupo de colaboradores das revistas Tecnologia e Defesa e Tecnologia e Defesa  Segurança, respondendo ainda pela correspondência da afamada revista Espanhola Soldiers RAIDS no Brasil. 





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